Este é um breve artigo que para a sua compreensão total necessita de complementos, ou compreensões de nossa parte, que ainda estão por vir. Estão aí, em cada ponto do Infinito, bem como em nossos âmagos, nossos seres reais, nossos espíritos.
O que é o amor? Velha pergunta. Quem já desvendou todos os seus mistérios agora está no Altíssimo, ao lado de Deus.
Mas se conseguirmos entender que Deus está em todos e é um só, e que nada existe além da Grande Vida, então já podemos ter mais paz em nossas caminhadas, pois tal consciência traz a idéia de Unicidade.
A Grande Vida é tudo o que existe realmente. Tudo que vem da Mente de Deus. Sem a Mente, não há mentes, logo não haveriam consciências. Somos reflexos infinitos de infinitos reflexos conscienciais, para se explicar de uma forma mais densa o que aprofundado ou sublimado se eleva à Unicidade dos Espíritos em Amor Divino.
E é mais-ou-menos aí por este caminho que nos amamos e que é impossível sermos realmente individuais e termos Vida.
Convivemos numa sociedade doente. Fome, guerras insanas, violência sem freios, manifesta cada vez mais, e também sempre projetada e exacerbada pela mídia, indiferença, ignorância, vícios e insanidades em geral e uma quase total frieza dos governos para com os cidadãos, como na área da saúde e educação e também inclusive na própria responsabilidade que deveriam ter para resolver todos estes males.
Responsabilidade. Não temos culpa dos erros distantes de nós neste planeta. Mas devemos ser responsáveis por cada ato ou omissão que efetuamos.
Ser responsável quer dizer ser capaz de responder por algo. Vem da palavra “resposta”.
Se uma mãe ama um filho, ela responde por ele. E ele também, querendo responder ao amor dela, deverá se sentir e de fato ser responsável por ela. Da mesma forma que dois amigos ou irmãos. A responsabilidade é mútua; não deveríamos ser somente responsáveis por quem amamos, mas também por quem nos ama. Pensemos, há amor sem reciprocidade? Por conseqüência, a responsabilidade também, em sua plena manifestação, é recíproca entre todos os entes de uma egrégora.
Quando somos responsáveis por alguém, devendo ser a responsabilidade reflexo do Amor, devemos tratar este ente com todo o zelo que podemos ter.
Sendo os níveis de coerência com o termo da responsabilidade entre os entes de uma mesma egrégora que determinam suas dinâmicas internas e rumo a que se dirige, podemos afirmar que as egrégoras funcionam como máquinas em que cada um de nós é uma engrenagem, que caso funcione mal dificulta ou mesmo impede o funcionamento de algumas, muitas ou todas as outras.
Então creio que, sob os pontos de vista elucidados, devamos dar o melhor de nós para que estas “máquinas” funcionem corretamente, assim ajudando-nos mutuamente no progresso de edificarmo-nos moralmente dentro de uma unicidade cada vez maior, rumo ao Céu que tanto queremos enxergar.
E não esqueçamos que todos nós – homens, animais, plantas, fungos e protistas – somos pertencentes à grande egrégora da Vida. Tenhamos sempre amor.

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