terça-feira, 26 de julho de 2011

Pilastras da Fé

Pessoal, eu queria ser criterioso, organizando metódica e seqüencialmente o conteúdo deste blog. Mas tenho tido acesso restrito à Internet e tenho cá meus problemas enfadonhos, pesadelos, que me impedem de dedicar muito tempo à telinha e ao teclado. Então, vou postando o que posso sem uma ordem definida.

O assunto é breve, fruto de minhas reflexões imediatas e recentes sobre como as pessoas agem em relação à fé e à questão da moralidade.

Enfim, o que é fé? Ter certeza, estar certo (há uma diferença entre estes dois conceitos), saber, acreditar?

Minha vó, que é crente, acha (tem fé) que pagando pelas orações de alguma forma Deus a concederá milagres materiais, temporais.

Minha outra vó vê pecado em tudo e esta é a sua fé. É a imagem de sua própria mente!

Fulano, ciclano, beltrano, pode ter um grau de confiança em uma verdade que pode ir da dúvida à certeza. A questão é: Sabermos de algo. Algo que está por vir ou que não enxergamos, mas existe. E porquê existe influi nos elementos, no passo que no mínimo ocupa uma localização no espaço ou no tempo.

Quando concientizamo-nos de que ter fé não é acreditar, mas sim confiar totalmente, então temos fé. Falsa ou verdadeira, mas fé.

Meditando sobre esta questão, volta à popular pauta seqüencial de assuntos, a questão: Sim, fé é uma verdade, algo em que podemos confiar. Mas afinal, qual é a verdade? Onde está a Verdade?

Minha opinião pessoal, depois de mais de nove anos meditando em torno destas questões, é que, sendo nós em verdade espíritos - revestindo de carne - , e sendo os espíritos em sua concepção primitiva herdeiros da Sabedoria Divina em sua absoluta simplicidade e pureza (pois nossos espíritos d'Ele se originaram), verificamos por dedução que é muito provável que a visão da Verdade nos foi tolhida pela carne, tal qual a catarata ataca as vistas.

Creio firmemente, para não dizer que sei: O espírito contém todas as respostas e a carne toda a imperfeição moral que nos acarreta o sofrimento.

Sob este prisma, suponho que o caminho mais confiável para alcançarmos a Iluminação é a reflexão, a meditação, a vigília e a oração constantes.

Disse-me um grande amigo muito mais velho que eu: "Estamos sendo testados a todo momento."

Disseram-me outros verdadeiros computadores humanos: "Temos de operar com o que temos, não há outra solução."

Daí deduzo que a Verdade está para o futuro em espírito tal qual o pecado, o erro, está para o presente sob a imperiosa cegueira que a carne nos acarreta.

O que fazer? Acaso não podemos nos mover?

Há a intuição, há a experiência milenar que comprova uma Verdade que sutilmente conseguimos perceber. E tanto mais quanto conseguirmos situarmo-nos em espírito, mais clara se tornará esta Verdade, e seguindo retamente este entendimento, também saberemos evitar sempre: O pecado, a dor da perda e o amargo remorso - condição que constitui a pior provação da humanidade desde o início da nossa História.

Não procuremos construir verdades como quem constrói um castelo de cartas. Procuremos ver o mundo com os aparelhos que temos - físicos ou espirituais - , e então nossa FÉ encontrará o PÃO DE CADA DIA.

Grato à todos e até a próxima.

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