Por que o gato sai correndo quando ouve um forte barulho, como o espatifar de uma telha ao chão?
É pelo mesmo motivo que a “Nhá Benta” faz o sinal da cruz quando ouve um trovão!
Pergunta de resposta óbvia em sua superfície, porém com inúmeras deduções e perspectivas que podem ser abordadas a partir de uma investigação mais aprofundada destes fenômenos.
São grandes manifestações de energia. O gato como que pensa, através da sua inteligência instintiva: “tenho de sair daqui, esta coisa pode me esmagar!” e a “Nhá Benta” pensa: “Deus me proteja que um raio não torre esta casa!”.
Pois bem, tanto a respeito da “Nhá Benta” como do gato, ambos se em estado normal, no momento em que tentam se proteger da ameaça, sob uma rápida análise, vemos que também manifestam energia, mas para defenderem-se.
A “Nhá-Benta” estava feliz, tinha terminado de lavar a louça e estava preparando uma “nega-maluca” para os seus quatro filhos que estavam de folga do colégio. E o gato, oras, animais não têm preocupações senão necessidades vitais, afeto primitivo e diversão! (isto é questionável – e muito). E a telha caiu, e o relampeou. Vejamos, então: “Nhá Benta” e o gato estavam felizes, estavam vivendo, ou seja, estavam se sentindo assim, e estavam de fato vivos por isto. Daí veio a ameaça e... simplesmente nenhum dos dois quis perder suas vidas, seus viveres. Estar vivo, de fato, é conseguir viver. E eles não queriam que o fim disto fosse naquele momento.
“Nhá Benta” rezou, acendeu uma vela e perguntou para garantir para o seu marido, que acabara de chegar do serviço preocupado com a forte tormenta, se ele efetuara a checagem trimestral do pára-raios. O gato eriçou os pelos, saiu correndo, parou de lado e ficou a observar o local de origem do estrondo. Tanto “Nhá-Benta” como o gato tiveram aceleração cardíaca, frio na barriga e descarga de adrenalina. Tudo, tudo isto é manifestação direta de energia, ou de força, que é uma forma de manifestação da energia.
Se a telha atingisse o gato ou um raio torrasse os pobres “Nhá Benta” e família, porém, seus corpos manifestariam a máxima energia de reação às agressões que estariam ameaçando suas vidas.
E se sobrevivessem, logo se acalmariam e o fluxo de energia voltaria a um estado mais normalizado, até que os danos fossem completamente sanados.
E se morressem ou fossem lesados para o resto da vida em danos físicos ou psíquicos, manifestariam respectivamente a perda total da manifestação da energia dos seus corpos, no primeiro caso, ou as manifestações de estados inerentes ao sofrimento – todas, manifestações de perda de energia -, no segundo caso.
É refletindo sobre estes fatos que entendemos melhor como e porquê a hemorragia causa frio, o medo paralisa e também causa frio, a raiva e a irritação causam calor, o alívio dá uma espécie de “moleza” e nos faz suspirar, a agitação tira o sono, a depressão aumenta o tempo e a freqüência do sono, a alegria faz pular, sorrir e ser generoso, etc.
Meditando-se nestas questões, pode-se aprender coisas muito proveitosas para a Vida, para o viver. Uma delas é que o estado e disposições do corpo são realmente o espelho do estado existencial de um ser vivo, inclusive do Homem.

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